
18/03/08 às 20:26
Procurador que denunciou Kléber é dirigente do São Paulo
Por Juliano Costa e Giuliano Villa Nova
São Paulo, 18 (AE) - Responsável por denunciar o atacante Kléber por agressão ao zagueiro André Dias, o procurador Edison Richelmo Zago não é apenas membro do Tribunal de Justiça Desportiva, mas presidente do Conselho Fiscal do São Paulo. A `coincidência¿ foi alvo de críticas de muitas pessoas ligadas à diretoria e à comissão técnica do Palmeiras, mas ninguém ousou reclamar em público, por medo de mais problemas - críticas a um membro do tribunal poderiam gerar suspensão de 30 a 180 dias, segundo o artigo 188 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
"Eu não me importo com essas críticas", disse Zago. "Sou presidente do Conselho Fiscal do São Paulo com muito orgulho, eleito pelo voto direto. Não devo favores a nenhum diretor. Fui convidado pelo presidente Marco Polo Del Nero (da Federação Paulista) a ser procurador do TJD e exerço essa função com isenção." Vale lembrar que Del Nero é membro do Conselho Deliberativo do Palmeiras.
Zago terá também a missão de avaliar se procede a queixa do Palmeiras pela agressão de Jorge Wagner a Valdivia. "Vou analisar também uma denúncia do São Paulo de que o próprio Valdivia andou agredindo pelas costas um jogador daquela equipe."
Zago já havia denunciado o técnico Vanderlei Luxemburgo pelas críticas à Federação e ao árbitro Paulo Roberto Ferreira durante jogo contra o Rio Preto, mês passado. Foi ele também quem havia enquadrado o treinador por ofensas ao árbitro Rodrigo Martins Cintra, ano passado, quando o técnico ainda dirigia o Santos. O diretor de futebol do Palmeiras, Savério Orlandi, não acredita em perseguição. "O doutor Zago vem trabalhando com isenção e credibilidade há muito tempo", disse o dirigente, politicamente correto.
MARCO AURÉLIO - Outro são-paulino na mira do procurador Edison Zago é o médico e superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha, que criticou muito a arbitragem do clássico de domingo e teria insinuado um complô contra a equipe no Estadual. "Mantenho tudo o que disse depois do jogo, mas jamais falei em complô", defendeu-se o dirigente, famoso pela verborragia.
"Mas entendo que na interpretação dos árbitros, o São Paulo está perdendo por 20 a 0", repetiu o dirigente. "Não tivemos nenhum pênalti a nosso favor no campeonato." Marco Aurélio Cunha disse que não teme ser chamado para depor no Tribunal. "Acho que vou ser intimado e faço questão de ir", disse. "Será uma boa oportunidade para dizer o que penso", observou.
Agência Estado
São Paulo, 18 (AE) - Responsável por denunciar o atacante Kléber por agressão ao zagueiro André Dias, o procurador Edison Richelmo Zago não é apenas membro do Tribunal de Justiça Desportiva, mas presidente do Conselho Fiscal do São Paulo. A `coincidência¿ foi alvo de críticas de muitas pessoas ligadas à diretoria e à comissão técnica do Palmeiras, mas ninguém ousou reclamar em público, por medo de mais problemas - críticas a um membro do tribunal poderiam gerar suspensão de 30 a 180 dias, segundo o artigo 188 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva.
"Eu não me importo com essas críticas", disse Zago. "Sou presidente do Conselho Fiscal do São Paulo com muito orgulho, eleito pelo voto direto. Não devo favores a nenhum diretor. Fui convidado pelo presidente Marco Polo Del Nero (da Federação Paulista) a ser procurador do TJD e exerço essa função com isenção." Vale lembrar que Del Nero é membro do Conselho Deliberativo do Palmeiras.
Zago terá também a missão de avaliar se procede a queixa do Palmeiras pela agressão de Jorge Wagner a Valdivia. "Vou analisar também uma denúncia do São Paulo de que o próprio Valdivia andou agredindo pelas costas um jogador daquela equipe."
Zago já havia denunciado o técnico Vanderlei Luxemburgo pelas críticas à Federação e ao árbitro Paulo Roberto Ferreira durante jogo contra o Rio Preto, mês passado. Foi ele também quem havia enquadrado o treinador por ofensas ao árbitro Rodrigo Martins Cintra, ano passado, quando o técnico ainda dirigia o Santos. O diretor de futebol do Palmeiras, Savério Orlandi, não acredita em perseguição. "O doutor Zago vem trabalhando com isenção e credibilidade há muito tempo", disse o dirigente, politicamente correto.
MARCO AURÉLIO - Outro são-paulino na mira do procurador Edison Zago é o médico e superintendente de futebol, Marco Aurélio Cunha, que criticou muito a arbitragem do clássico de domingo e teria insinuado um complô contra a equipe no Estadual. "Mantenho tudo o que disse depois do jogo, mas jamais falei em complô", defendeu-se o dirigente, famoso pela verborragia.
"Mas entendo que na interpretação dos árbitros, o São Paulo está perdendo por 20 a 0", repetiu o dirigente. "Não tivemos nenhum pênalti a nosso favor no campeonato." Marco Aurélio Cunha disse que não teme ser chamado para depor no Tribunal. "Acho que vou ser intimado e faço questão de ir", disse. "Será uma boa oportunidade para dizer o que penso", observou.
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